Clique para imprimir
Imprimir
www.portrasdasletras.com.br
O seu portal de língua portuguesa na internet

Menu Principal

  ARTIGOS/ENSAIOS
  COMO CORRIGIR REDAÇÃO
  CURIOSIDADES
  DICIONÁRIOS
  ENTREVISTAS
  EXERCÍCIOS
  GRAMÁTICA/LINGÜÍSTICA
  LINKS
  LITERATURA
  ORIENTAÇÕES
  POLÊMICAS
  REDAÇÃO
  RESUMOS DE LIVROS
  TIRA-DÚVIDAS
  VESTIBULARES

Sobre nós


  Quem somos

  Fale conosco

  Anuncie aqui
    Blogs do Hélio Consolaro
  Blog do Consa

  Ponto Cego

  Folha da Região
















   DIRETÓRIO Principal -> Literatura -> (documento)
Heterônimos de Fernando Pessoa

      Textos de Fernando Pessoa e estudos sobre seus poemas

      http://www.secrel.com.br/jpoesia/pessoa.html

      Biografia

      Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, em 1888. Aos cinco anos foi para a África do Sul, onde cursou o primário e o secundário. Em 1905 regressa a Portugal e ingressa na Faculdade de Letras de Lisboa. Não chega a concluir o curso e começa a trabalhar como correspondente comercial em línguas estrangeiras. Em 1912, colabora na revista A Águia e em 1915 torna-se um dos líderes de Orpheu. Mais tarde, escreve para outras revistas que também ajudavam a difundir as correntes de vanguarda, como a Athena e a Presença. Corroído por uma cirrose hepática, morre a 30 de novembro de 1935.

      Fernando Pessoa assinou sua obra com vários nomes. Não se trata porém de simples uso de pseudônimo, processo antigo usado para cobrir ou não o anonimato. Os nomes ou máscaras ou heterônimos com que Fernando Pessoa assina sua obra constitui em, cada um deles, uma atitude-experiência assumida pelo próprio Pessoa, como se fossem diversos poetas, todos eles com seu estilo próprio, com sua visão de mundo particular. Assim, nesse desdobramento de si mesmo, Pessoa cria heterônimos:

      Alberto Caeiro, o camponês sábio

      Ricardo Reis, o neoclássico, racionalista e semipagão

      Álvaro de Campos, o futurista, neurótico e angustiado

      e muitos outros, como Bernardo Soares, Alexandre Search, Antônio Mora, G. Pacheco, Vicente Guedes, e até o Chevalier de Pas, de quem o menino Fernando Pessoa recebia cartas, que ele mesmo escrevia, aos seis anos de idade.

      Além de todos esses heterônimos, Pessoa também assinava alguns textos com seu próprio nome, ortônimo, que passaremos as chamar de Fernando Pessoa ele mesmo

      Fernando Pessoa “ele mesmo” (ortônimo)

      Sua poesia é marcada pelo ceticismo, pela sensação do tédio, pela idéia de que o poeta é um desajustado, marcado para a solidão e o desamparo. Pessoa ele-mesmo apresenta duas tendências: de um lado, adere às correntes modernistas embora conservando certos traços simbolistas e impressionistas; de outro, cultiva um lirismo nacional, de sentido lusitano e voltado para o misticismo. À segunda tendência pertence o livro Mensagem, “poema épico que representa as navegações e descobertas dos portugueses como provenientes da guerra entre os velhos e os novos deuses”.

      Alberto Caeiro

      Fernando Pessoa ele mesmo criou uma biografia para cada um dos seus heterônimos e, segundo nos informa, “Alberto Caeiro nasceu em 1889 e morreu em 1915; nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão nem educação quase alguma. De estatura média, e, embora realmente frágil (morreu tuberculoso), não parecia tão frágil como era. Morreram-lhe cedo o pai e a mãe e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia-avó”.

      Considerado o mestre dos demais heterônimos e do próprio ortônimo, Caeiro possui a tranqüilidade e a sabedoria que os outros invejam. Para ele, o importante é ver e ouvir”. A sensação é tudo (...) e o pensamento é uma doença”. É o mais objetivo dos heterônimos; é o poeta da Natureza, opondo-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. Sua linguagem é simples, direta, redundante, apresentando a naturalidade do discurso oral.

      Ricardo Reis

      Informa-nos Fernando Pessoa que Ricardo Reis “nasceu em 1887 (não me lembro do dia e mês, mas tenho-os algures), no Porto, é médico e está presentemente no Brasil. É de um vago moreno mate. Educado num colégio de jesuítas, vive no Brasil desde 1919, pois se expatriou espontaneamente por ser monárquico. É um latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria”.

      É o heterônimo que representa o lado clássico (ou neoclássico), humanista, racionalista e pagão de Pessoa. Autor de odes, parece-se com alguns poetas do Arcadismo. Sua linguagem é contida, disciplinada (oposta à prolixidade de Caeiro e às experiências modernistas de Campos). Seus versos são puros e revelam grande preocupação formal.

      O tema preferido de Reis é o carpe-diem (aproveite o dia). Apóia-se na mitologia greco-romana e povoa sua poesia de ninfas, musas e deuses. Lídia é sua musa e interlocutora de seus versos. Filosoficamente, revela influência de estoicismo e epicurismo.

      Álvaro de Campos

      Diz Pessoa acercas deste heterônimo: “Álvaro de Campos nasceu em Tavira, no dia 15 de outubro de 1890 (à 1h30min da tarde, diz-me o Ferreira Gomes; e é verdade, pois, feito o horóscopo para essa hora, está certo). É engenheiro naval (por Glasgow), mas agora está aqui em Lisboa em inatividade. É alto (1,75m de altura, mais 2cm do que eu), magro e pouco tendente a curvar-se. Teve uma educação vulgar de liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias, fez a viagem ao Oriente de onde resultou Opiário. Ensinou-lhe latim um tio beirão que era padre”.

      Álvaro de Campos caracteriza-se por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso (e ao mesmo tempo consciência desse mundo) e por uma linguagem de tom irreverente. Revela influência de Cesário Verde, do poeta norte-americano Walt Whitman e do Futurismo. Campos observa criticamente o mundo e a si próprio, angustiando-se diante do tempo que avança sem parar e do absurdo da vida. É o heterônimo mais indisciplinado, arrebatado pelos sentidos e pela imaginação. Seus versos são freqüentemente assimétricos, com muitos caracteres tipográficos e pontuação caótica.



   Busca interna

Procure neste site ou na Web com a tecnologia de busca FreeFind.

Busca no site Busca na internet


Conteúdo: Hélio Consolaro
Manutenção: Luís Gustavo Almeida

Por Trás das Letras - Seu portal de língua portuguesa na Internet
2004 - Araçatuba-SP