Meus clássicos - sugestão de leitura, lista de obras que devem ser lidas
(Gabriel Perissé
)
- Mortimer Adler. Como ler um livro. Agir. (Há uma reedição
pela Guanabara.)
Inspirador, vale como companheiro para qualquer leitor.
- Daniel Pennac. Como um romance. Rocco.
Ajuda quem quer aprender a ler e a quem quer motivar outros a ler.
- Othon M. Garcia. Comunicação em prosa moderna. FGV.
O que há de melhor atualmente para quem quer aprender a escrever.
- Edmundo H. Dreher. Saber pensar. GRD/Editora Universitária Champagnat.
Existe um filósofo dentro de você. Comece a conhecê-lo.
- Miguel de Cervantes. D. Quixote.
Eterno. As aventuras inesquecíveis de dois amigos tão diferentes
entre si. Indicado para os sonhadores, que se tornarão mais realistas,
e para os realistas, que se tornarão mais sonhadores.
- William Shakespeare. Ricardo III, Henrique V, Romeu e Julieta e Hamlet.
É difícil ler teatro. Mas com um pouco de atenção
para identificar que personagens estão falando, entra-se em contato com
uma poderosa força criadora.
- Sófocles. Prometeu acorrentado, Édipo-rei e Antígona.
Insubstituíveis, imperdíveis, definitivas.
- Molière. O misantropo.
Genialidade em ação.
- Jonatham Swift. As viagens de Gulliver.
Através de uma história fantástica, o autor capta características
marcantes da natureza humana. Indicado para os que não gostam de advogados.
- J. R. Tolkien. O senhor dos anéis. Martins Fontes.
A imaginação em alta rotação. Para quem gosta de
começar e não parar mais de ler.
- Geofrey Chaucer. Os contos da cantuária. T.A. Queiroz.
Clássico da literatura inglesa, numa excelente tradução
que preserva a contundência e a argúcia da obra.
- Thomas Mann. Dr. Fausto. Nova Fronteira.
Exigente, conta o drama de um compositor que deseja criar a música insuperável.
Aconselhável para quem já leu Fausto, de Goethe.
- Edgar A. Poe. Contos.
Um mestre e um monstro sagrado a ser devorado.
- Júlio Verne. A volta ao mundo em oitenta dias.
Não só esta, mas todas as obras do escritor francês incitam
a imaginação.
- C.S. Lewis. O grande abismo, Os quatro amores, O problema do sofrimento. Mundo
cristão.
Cada vez mais conhecido pelo público brasileiro, é considerado
um dos maiores escritores da Inglaterra neste século.
- G. K. Chesterton. O homem que foi quinta-feira e Ortodoxia.
Jornalista inglês, polemista, romancista, pensador do século XX.
- Jorge Luís Borges. O Aleph.
Contista sagaz, labiríntico, desafiante.
- Lewis Carrol. As aventuras de Alice. Summus Editorial.
Outro clássico, sem o qual o mundo parece incompleto.
- William Thackeray. O livro dos esnobes. L&PM.
Uma obra de arte da ironia inglesa.
- Henrik Stangerup. O homem que queria ser culpado. Nórdica.
Um romance realmente novo, em busca da felicidade complexa.
- Fiodor Dostoivesky. O idiota.
Um escritor atormentado. Seus escritos parecem estar com febre, e por isso requerem
leitores bem preparados.
- Leon Tolstoi. A morte de Ivan Illitch.
Emocionante história de um homem que se vê diante da doença,
da solidão e da morte.
- Evelyn Waugh. Furo!. Cia das Letras.
Com humor sutil, retrata o mundo jornalístico nos seus bastidores.
- Michael Ende. História sem fim e Manu, a menina que sabia ouvir.
Duas histórias cativantes de um autor que soube entrar pela porta da
fantasia.
- Alexandre Manzoni. Os noivos.
Clássico da literatura italiana.
- Saint-Exupéry. O pequeno príncipe. Agir.
Ainda, sempre, para crianças, e sobretudo para adultos.
- Moris West. As sandálias do pescador.
Uma história bem contada. Nada mais, mas também nada menos.
- Dino Buzzati. O deserto dos tártaros.
O Kafka italiano em plena forma. Para quem não tem medo de decepcionar-se.
- Kafka. O castelo, Metamorfose e O processo.
Para entender quando alguém diz que este mundo tornou-se kafkiano.
- Oscar Wilde. O retrato de Dorian Gray. Abril Cultural.
O aterrorizante trajeto existencial de um homem.
- George Orwell. 1984.
Uma história que repete e prenuncia outras histórias. Para quem
ama a liberdade.
- Ariano Suassuna. O auto da compadecida.
Vale a pena ler. E reler.
- Mário Palmério. Vila dos Confins e Chapadão do Bugre.
Duas obras imperdíveis, escritas com paixão.
- João Guimarães Rosa. Sagarana e Grande-sertão: veredas.
Nova Fronteira.
Criador audacioso da literatura brasileira, cuja forma literária sofisticada
ressuma a percepção dos dramas humanos.
- José de Alencar. Lucíola. Ática.
Um livro tipicamente romântico, em que o amor e a pureza, as paixões
e os interesses mesquinhos se articulam no estilo clássico do escritor
nordestino.
- José J. Veiga. A hora dos ruminantes.
Realismo fantástico brasileiro.
- Murilo Rubião. Contos.
Outro realista fantástico brasileiro.
- Orígenes Lessa. O feijão e o sonho.
Pequena obra-prima sobre a contínua “briga” entre os poetas
e as pessoas práticas.
- Maria José Dupré. Éramos seis. Ática.
Obra repleta de humanismo. Para quem quer chorar.
- Gustavo Corção. Lições de abismo. Agir.
Um dos dez melhores romances brasileiros, na opinião de Oswald de Andrade,
na altura do seu lançamento, na década de 40.
- Clarice Lispector. A hora da estrela. Nova Fronteira.
Pungente, mostra a grandeza escondida de cada pessoa humana na figura de uma
nordestina que nasceu “sem anjo da guarda”.
- Gerard Manley Hopkins. Poemas. Cia. das Letras.
Poeta de grande personalidade e intuições delicadíssimas,
numa tradução excelente.
- João da Cruz. Poemas.
Um dos maiores poetas já nascidos, capaz de unir o simbolismo radical
dos versos com um racionalismo imbatível.
- Fernando Pessoa. Poesia.
Genial, contraditório, polifacético.
- Mario Quintana. Poesia.
Falecido recentemente, Mario Quintana permanece como o poeta da simplicidade
complexa.
- Carlos Drummond de Andrade. Poesia.
Apesar do pessimismo auto-corrosivo que percorre a maior parte dos seus poemas
é, sem dúvida, o maior poeta brasileiro.
- Adélia Prado. Poesia. Siciliano.
Grande poeta do cotidiano, das coisas simples, e dos sentimentos quase insuportáveis.
- Platão/Sócrates. Diálogos.
A inteligência, o argumento, a origem da mente ocidental.
- Aristóteles. Metafísica.
Para resgatar um tempo e uma mentalidade em que a filosofia ousava.
- Agostinho de Hipona. Confissões e A vida feliz. Paulus.
Os tormentos, a culpa, o arrependimento, a alegria, as descobertas intelectuais
e espirituais de um homem inesquecível e, da sua autoria, a felicidade
na visão platônico-cristã.
- Pico della Mirandola. A dignidade do homem. GRD.
O Renascimento na sua pureza e vitalidade, uma defesa apaixonada do ser humano.
- Teresa d'Ávila. Castelo interior e Poemas.
Mística e realista, feminina, profunda, inimitável.
- Pascal. Pensamentos.
Um clássico da filosofia ocidental.
- André Frossard. Deus em questões. Quadrante.
Falecido em 1995, o conhecido jornalista francês deixou-nos essa obra
extremamente provocativa.
- Julián Marías. A felicidade humana. Livraria Duas Cidades.
Pensador espanhol contemporâneo, cujo mérito é rever com
originalidade os temas da filosofia de sempre.
- Viktor Frankl. Sede de sentido. Quadrante.
Conferência sobre a logoterapia, método psicanalítico que
interessa a filósofos, médicos, sociólogos e teólogos.
- João Paulo II. Cruzando o limiar da esperança. Francisco Alves.
Sintetiza o pensamento do papa que, com a perspectiva histórica, será
reconhecido como um dos maiores que a Igreja teve.
- Jostein Gaarder. O mundo de Sofia. Cia. das Letras.
O ovo de colombo, a história da filosofia contada com simplicidade e
originalidade.
- Étienne Souriau. Correspondência das artes. Cultrix/Edusp.
Necessário para todos os que pensam, admiram ou produzem arte.
- Luigi Pareison. Os problemas da estética. Martins Fontes.
Aborda com lucidez os principais problemas teóricos relacionados com
a arte.
- George Steiner. Presenças reais.
Um livro instigante sobre a cultura e a arte contemporâneos. Faz pensar.
- T.S. Eliot. Notas para uma definição de cultura. Perspectiva;
e De poesia e poetas. Brasiliense.
Essas duas obras são um bom começo de conversa com o poeta norte-americano,
que expõe aqui as suas opiniões de pensador e crítico literário.
- Ezra Pound. A arte da poesia. Cultrix/Edusp.
Onze ensaios sobre a poesia, que vence as forças da rotina.
- Rainer Maria Rilke. Cartas a um jovem poeta.
Lições informais para os poetas e para quem ama a arte de escrever.
- Werner Jaeger. Paidéia. Martins Fontes/Editora Universidade de Brasília.
Obra fundamental para quem quer conhecer a formação do homem grego
e refletir sobre a cultura ocidental.
- Jacob Burkhardt. A cultura do Renascimento na Itália. Cia. das Letras.
Erudição acessível.
- E. H. Gombrich. A história da arte. Guanabara.
Para quem gosta de pensar a arte.
- Hugo Friedrich. Estrutura da lírica moderna. Livraria Duas Cidades.
Básico para compreender os meandros da poesia moderna.
- Mário Curtis Giordanni. História da antigüidade oriental,
História da Grécia, História de Roma, História do
Império Bizantino, História dos Reinos Bárbaros I-II, História
do Mundo Feudal, História do Mundo Árabe, História da África.
Vozes.
Uma introdução modesta, mas abrangente e criteriosa da história
universal.
- Jerôme Carcopino. Roma no apogeu do Império. Cia. das Letras.
A Nova Iorque da antigüidade, com as suas belezas e misérias.
- Régine Pernoud. Idade Média: o que não nos ensinaram.
Um show de sensatez.
- J. Huizinga. O declínio da Idade Média. Verbo.
Obra única sobre este período histórico.
- Paul Johnson. Tempos modernos. Instituto Liberal.
Análise da realidade que vivemos e não percebemos. Indicado para
os que se sentem alienados.
- Dominique La Pierre. Muito além do amor. Salamandra.
Um cântico à doação de si e uma reportagem sobre
o descobrimento do vírus da Aids.
- Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. José Olympio.
Para conhecer o país em que vivemos.
- Joseph Hoffner. Doutrina social da Igreja. Loyola.
Um livro de referência com as soluções propostas pela Igreja
católica para os problemas sociais da humanidade.
- Thomas More. Utopia.
Livro para quem sabe que sonhar não paga imposto...
- Raymond Aron. O ópio dos intelectuais.
Apesar da queda do “muro”, continua sendo uma leitura oportuna para
pensar o marxismo com inteligência.
- Henri-Irénée Marrou. História da Educação
na Antigüidade. EPU.
Se é para aprender, que aprendamos com um mestre.
- Maria Montessori. Criança, Mente absorvente e Montessori em família.
Nórdica.
Um modo de educar.
- Luiz Jean Lauand. O que é uma universidade?. Perspectiva.
Uma visão filosófica do papel e da missão da universidade.
- Anônimo. Meditações sobre os 22 arcanos do tarô.
Paulinas.
Uma interpretação original e desconcertante.
- Michel Schooyans. O aborto: aspectos políticos. Marques Saraiva.
Esclarece, denuncia e incomoda.
- José Ortega y Gasset. A rebelião das massas. Martins Fontes.
Referencial básico para filósofos e sociólogos que estudam
o século XX.
- E. F. Schumacher. O negócio é ser pequeno. Zahar Editores.