Avaliação compartilhada
(também chamada de avaliação em grupo
)
Os métodos de avaliação tradicionais são classi-ficados como: correção resolutiva (higienização do texto), indicativa ou classificatória.
A avaliação compartilhada não se enquadra em nenhum parâmetro acima citado, é fruto de uma postura nova da professora. Ela vê seus alunos com amor, trabalha contente, é vocacionada para o magistério. A mestra sabe que mais aprende do que ensina com aquelas crianças ou jovens, por isso na sala de aula não predomina o jogo de gato e rato, ela procura criar um ambiente fraterno, sem abrir mão de sua autoridade.
Assim, a avaliação é um momento alegre, sem tensão. Não se faz drama com os erros. Assim, o rascunho da redação é trocado entre os alunos para que a revisão seja feita com olhos diferentes do autor do texto.
Rascunho e texto definitivo ficam na mesma folha. Passado o rascunho a limpo, o professor recolhe as folhas, organiza a classe em grupo, faz uma preleção dos aspectos mais importantes a serem avaliados, pede para os alunos apontarem todos erros a lápis no texto definitivo do colega, assim como as observações do grupo. A professora põe os critérios variáveis na lousa ou em ficha. Os textos classificados, que atenderem ao aspescto estrutural, serão divididos em três grupos:
A - Ótima (A)
B - Boa (B)
C - Regular (C)
Os textos desclassificados (não atenderam à proposta = aspecto estrutural) serão lidos pela professora após a avaliação do grupo ser aceita pelo aluno avaliado. A mestra chamará o autor de cada texto desclassificado para que refaça a sua redação de acordo com a proposta. Se houver alguma dúvida do aluno avaliado, ele procura o grupo avaliador para receber explicações. A professora só entra no conflito quando for chamada.
Os nomes dos componentes do grupo avaliador devem constar da ficha ou ser marcado a lápis na própria folha de redação do colega. A professora, em vez de escalonar os textos classificados, pode reduzir a classificação em duas faixas: classificados/desclassificados.
A professora pode ler silenciosamente uma redação de cada grupo, aleatoriamente. Caberá a ela inventar em cima do método, como ir trocando as redações de grupo em grupo para que todos leiam todos os textos da classe.
Os textos "classificados"serão passados a limpo no portador. A professora deve sempre recomendar que todos os erros apontados pelos colegas devem ser corrigidos na hora da reescrita.
Essa técnica, além de aliviar a professora do trabalho maçante e, às vezes, ineficiente, faz com que os alunos entrem em contato com textos dos colegas que atenderam à mesma proposta de um jeito totalmente diferente: mais criativo, com humor, etc. Na próxima redação, com certeza, ele vai melhorar alguma coisa.
Para pensar
A professora de Português e a P. I não têm o direito de não dar redação a seus alunos, alegando falta de tempo de corrigir os textos depois. É melhor fazer uma avaliação às carreiras, meio "porca", do que privar os alunos de pensarem, de organizarem suas idéias, de terem vida interior.
Quem escreve sempre conhece bem a si mesmo. A professora precisa dar redação a seus alunos. É uma forma de construir cidadãos conscientes. E disso os maus políticos não gostam.
(Hélio Consolaro)